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"Somos catequistas porque descobrimos a alegria de acreditar e de viver no seguimento do Evangelho. E isto para nós significa: - escutar Jesus através do Evangelho; - procurar ver todas as pessoas e acontecimentos tal como Ele as veria hoje; - com a sua ajuda, ir transformando a nossa pessoa de modo a vivermos ao seu estilo, ao seu jeito. O catequista é um crente em Jesus Cristo. Mas não um crente que considera que vive a fé cristã na perfeição, e que por isso já a pode comunicar aos outros na catequese. Este tipo de crentes “perfeitos” não existe entre nós, graças a Deus. Nós somos pessoas que se sentem em busca, em caminhada para a casa de Deus, nosso Pai. Efectuamos esta caminhada guiados por Jesus Cristo e na companhia dos nossos irmãos na fé e de todas as pessoas.(...) Estamos sempre em situação de mudança, a fim de sermos cada dia um pouco mais pessoas que esperam, amam e acreditam como Jesus. O nosso esforço consiste em evitar que a nossa fé e a nossa vida a ndem por caminhos distintos.(...) Esta descoberta da fé em Jesus Cristo tornou-se possível graças a outros cristãos que nos comunicaram a sua experiência de fé.(...) Esta fé do povo de crentes em Deus é que nós recebemos, vivemos e queremos comunicar, sendo catequistas na Igreja. Por isso, o mais importante para se ser catequista é ser crente dentro do Povo de Deus.” extraído de PARTILHAR A FÉ de Luis Otero e Joan Brulles Ao aprender a amar, o homem derramará lágrimas não de tristeza, mas de alegria. Chorará não pelas guerras nem pelas injustiças, mas porque compreende que procurou a felicidade em todo o Universo e não a encontrou. Perceberá que Deus a escondeu no único lugar em que ele não pensou procurá-la: dentro de si mesmo. in Você é Insubstituível, Augusto Cury "Ser livre para contribuir e Amar, é esse o sentido que quero dar à minha vida. Toda a minha saúde mental e física será afectada positiva ou negativamente pela atenção que eu puser na minha contribuição. (...) Dizem que a partir dum certo número de pessoas praticando Amor incondicional, aceitação, meditação ou outras práticas, essa zona da Terra onde há muitas pessoas a fazê-lo se transforma. Isso dizem. E eu acredito. Basta-me acreditar para continuar a contribuir." in GOSTE DE SI de Luís Martins Simões No fim do capítulo 6 pode ler-se: “(...) é bom fazer memorizar as fórmulas, as personagens e os trechos; contudo, só ficará inapagável a experiência de amor, de acolhimento e de serviço generoso que as crianças e os adolescentes tiverem vivido no tempo da catequese paroquial. A experiência do amor recebido é que é o verdadeiro “símbolo” que permanecerá para sempre dentro deles e, mais cedo ou mais tarde, os ajudará a voltar à casa do pai onde havia festa e abundância de comer (cf. Lc 15, 17).” (Extraído do livro Ó CATEQUISTA, MEU CATEQUISTA de Tonino Lasconi) “10. A catequese não é um jogo, mas pode ser jogada A dimensão lúdica (por outras palavras: fazer as coisas como um jogo e agradavelmente) ajuda a compreender, a interiorizar e a recordar. Se, de facto, queremos que o nosso trabalho de catequistas seja compreendido, interiorizado e recordado, porquê tanto medo, nos ambientes eclesiásticos, em relação às actividades, mesmo as mais importantes, feitas à maneira de jogo? Uma das lamentações que mais tenho ouvido na boca de párocos e catequistas é: «Estas crianças não se interessam por nada. Por elas, estariam sempre a brincar!» Então, porque não as pomos a «brincar»?” (Apresentação do 10º Capítulo do livro Ó CATEQUISTA, MEU CATEQUISTA de Tonino Lasconi) "5. O catequista pode ser um teólogo, um liturgista, um místico... mas deve saber comunicar «Para uma boa catequese basta amar as crianças, basta gostar muito delas. Depois, o resto é por conta de Jesus.» Não há afirmação mais tola e mais contrária ao amor do que esta. A forma mais elevada do amor é o respeito. E respeito significa também e, talvez sobretudo, profissionalismo. Para ser profissional, o catequista deve saber comunicar. A comunicação é uma arte. A arte não nasce da improvisação (como afirmam os génios incompreendidos), mas da preparação. "
(Apresentação do 5º Capítulo do livro Ó CATEQUISTA, MEU CATEQUISTA de Tonino Lasconi) "6. Porque as palavras não bastam Os catequistas sabem muito bem que as crianças e os adolescentes passam, em média, trinta e seis ou quarenta horas por semana diante da televisão. Nas imagens. Os catequistas sabem muito bem que os jovens cresceram diante da televisão e que, por isso, têm o cérebro estrutura do pelas imagens. Os catequistas também sabem que os adultos respiram as imagens e vivem na civilização da imagem. Então, porque é que muitos catequistas se iludem, pensando que podem deixar a imagem do lado de fora da porta da catequese? Uma hora de palavras poderá vencer uma avalancha de imagens? É verdade que não! É este o motivo pelo qual o catequista não pode deixar de aprender a comunicar com a imagem." (Apresentação do 6º Capítulo do livro Ó CATEQUISTA, MEU CATEQUISTA de Tonino Lasconi) "4. Primeiro, as pessoas, depois, tudo o resto As pessoas são mais importantes do que todas as coisas. Mais do que os catecismos, do que os programas e, até, do que os sacramentos. Quem não sabe isto? E o catequista também o sabe. No entanto, graças aos guias e aos livros que se preocupam unicamente com os conteúdos, pode acontecer que se esqueça disso. O que é de lamentar! Porque o catequista, antes de tudo e acima de tudo, é uma pessoa que se encontra com as outras pessoas, sejam crianças, adolescentes, jovens ou adultos. Portanto, o catequista precisa de saber, além dos textos, como deve viver entre as pessoas de modo positivo, construtivo e enriquecedor. " (Apresentação do 4º Capítulo do livro Ó CATEQUISTA, MEU CATEQUISTA de Tonino Lasconi) "2. Da catequese “obrigação” à catequese “dom” O que é a catequese? É fácil! É aquela coisa a que as crianças devem ir e os pais as devem mandar. De contrário: «Nem primeira comunhão nem crisma.» Mas não existe ideia mais disparatada, mais errada nem mais perniciosa! É urgentíssimo tomar consciência de que não são as crianças e os adolescentes - que não acreditam ou que não crêem de modo consciente e maduro - que têm o «dever» de «ir» à catequese. É a comunidade cristã que tem o dever de «ir» dar a conhecer o Senhor e a sua mensagem. É que Jesus não disse ao povo: «Ide ouvir o que os meus discípulos têm a dizer-vos»; mas foi aos apóstolos que disse: «I de pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16,15). Esta tomada de consciência muda toda a perspectiva da actividade catequística. É como virar-se para o lado direito para ver uma praça que foi sempre vista do lado esquerdo.” (Apresentação do 2º Capítulo do livro Ó CATEQUISTA, MEU CATEQUISTA de Tonino Lasconi)
Gostei muito deste livro e deixo aqui a apresentação de alguns capítulos para "abrir o apetite"...
" 1. Os catequistas também querem ser felizes
(...) Felizes com o resultado do seu trabalho. De facto, embora seja verdade que, na vinha do Senhor, não devemos trabalhar pelo resultado, também é verdadeiro que se trabalha mais e melhor quando verificamos que a nossa canseira não é inútil.
São Paulo - livre como era de incrustrações moralistas e falsamente ascéticas - manifestava abertamente o seu sofrimento, quando as comunidades cristãs não produziam os frutos esperados. E rejubilava sem falsos pudores, quando elas correspondiam com generosidade ao esforço do seu apostolado. Qual é o resultado que os catequistas podem e devem esperar do seu trabalho? Que as pessoas que lhes foram confiadas descubram a beleza e a força da fé em Jesus, vividas na comunidade da Igreja. Que os destinatários das suas obras acolham com simpatia e alegria o anúncio do Evangelho e decidam livremente pôr Jesus como fundamento da sua vida.
Para conseguir estes resultados é preciso abandonar uma concepção mesquinha, simplista e já ultrapassada da catequese. É necessário transformar-se de distribuidores de noções piedosas em semeadores de Evangelho e educadores para a fé."
(Apresentação do 1º Capítulo do livro "Ó Catequista, meu catequista" de Tonino Lasconi)
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