celina さんのプロフィールA paixão de ser catequis...フォトブログリスト ツール ヘルプ

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Como se preparar para dar uma catequese

 

  • Confia naquele que te chama. Se Deus conta contigo para realizar a sua obra, também tu deves contar com Ele, em todos os momentos, pois toda a graça procede d’Ele.
  • Comunica o que vives. Sabes mais do mistério de Deus pelo que vives com fé do que pelo que estudaste.
  • Aprofunda o que ensinas. Ninguém pode substituir o trabalho pessoal. Tens de encontrar tempo para estudar, meditar, dialogar e orar.
  • Utiliza o guia pedagógico. Passo a passo, dia a dia, aprende-se a dar catequese. Utiliza os meios ao teu alcance com simplicidade e paciência.
  • Prepara a catequese com outros catequistas. Precisas da vida e da experiência dos outros catequistas. A evangelização é missão de toda a Comunidade Cristã. Aproxima-te dela com desejo de aprender dos irmãos.

     Quando parece que tudo corre mal... repete uma e muitas vezes:


“Nada te perturbe. Nada te espante.
Tudo passa. Deus não muda.
A paciência tudo alcança.
A quem tem Deus, nada lhe falta:
Só Deus basta!”

Santa Teresa de Jesus

adaptado de INICIAR-SE COMO CATEQUISTA, Miguel Álvaro Gil

Fototeca

fototeca 

     Há um meio muito simples de alimentar continuamente a fantasia das crianças e dos adolescentes (um meio que também é muito bom com os jovens e os adultos!): a fotografia.

     Que tal fazer uma "fototeca"? Para isso, primeiro é preciso recortar todas as fotografias que pareçam úteis: crianças, velhos, acontecimentos, publicidades, panoramas, guerra, tribos primitivas, japoneses, africanos, cenas de filmes, actores, jogadores e atletas, cantores e fotos simbólicas. Peguem em todas as revistas que iam fora e aproveitem todas as imagens. Peçam às crianças que tragam as revistas para a catequese, peçam aos vizinhos, aos outros catequistas... É melhor ter mais do que menos!

     Cola-se cada imagem numa cartolina. As cartolinas devem ser cortadas todas do mesmo tamanho. Com sorte, pode ser que uma tipografia vizinha ofereça restos de cartolinas aproveitáveis e nos cortem todas à mesma medida na guilhotina...

     Conforme o tamanho das imagens, podemos ter cartolinas em tamanho A4, A5 e A6. As imagens em A4 podem ser usadas para afixar durante a sessão de catequese. Para não estragar a cartolina com buracos de alfinete, pode-se inserir dentro de folhas plásticas destinadas para o efeito. As imagens em A5 e A6 podem ser usadas para fomentar a oração espontânea (oração espontânea com imagens).

     Retirei esta ideia (e partes do texto) do livro Ó CATEQUISTA, MEU CATEQUISTA de Tonino Lasconi e, durante estas férias, dediquei-me a folhear revistas velhas e a recolher as imagens e já tenho mais de 100 imagens. Depois que se começa, tudo serve! Desde panfletos de publicidade, revistas que acompanham os jornais, livros escolares antigos... É um método acessível a todos os catequistas pois não é preciso ter computador nem gastar tinteiro em impressões.  Experimentem...

Relações fortes

 

      A melhor catequese exige relações de qualidade entre os catequizandos e entre o catequista e os catequizandos. É um factor de sucesso mais importante que a qualidade dos catecismos ou a qualidade do equipamento.

      O catequista não esquece que no centro do Evangelho está o mandamento do amjesusor: Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Por isso, a energia gasta em criar relações fortes de acolhimento, respeito, partilha na catequese não são tempo perdido. São sinal de credibilidade da mensagem anunciada.

      Algumas pistas para o catequista:

    • Conhecer bem todos os catequizandos;
    • Não excluir ninguém do nosso apreço;
    • Cultivar os momentos de diálogo e partilha;
    • Assinalar os aniversários;
    • Saber manter a disciplina com ternura e firmeza.

in Agenda Catequistas 08/09, Edições Salesianas

Oração espontânea com imagens

 

Oração espontânea

     Os catequistas usam-na cada vez mais, mesmo durante o encontro, quando se cria um momento de diálogo  natural com Deus. Mas,... como tudo aquilo que é espontâneo, também a oração espontânea deve ser cultivada; de outro modo, pode cair rapidamente na repetitividade e na banalidade, perdendo todo o seu significado. Neste caso, as crianças continuam a dizer sempre as mesmas coisas, a “rezar pelo avô que está doente”, mesmo quando já se curou ou foi sepultado.

     Aí entra a nossa “fototeca”. Podemos dividir as imagens em 4 tipos diferentes, conforme o tipo de oração que usaremos (se conseguirmos cartolinas de cores diferHPIM6861entes, usar uma cor por cada tipo):

     - Oração de louvor: imagens de coisas, de pessoas e de situações particularmente belas: um pôr-do-sol, uma flor, uma mulher bonita, uma criança, um velho tranquilo, um rio, o mar... HPIM6862

     - Oração de meditação: imagens de coisas, de pessoas e de situações que  estimulem a reflexão: uma paisagem de montanha, um céu transparente... que nos levem a fazer opções para nos pormos do lado dos mais fracos, que só conseguem viver com a ajuda de pessoas generosas e disponíveis: uma criança cheia de brinquedos e outra cheia de moscas, um cruzamento de estradas, alguns sinais de trânsito... Este tipo de oração não está muito afastado da realidade quotidiana de crianças e adolescentes que, na escola, na brincadeira e no bairro, vêem as crianças e os adolescentes menos afortunados ser gozados e maltratados pelos mais fortes.HPIM6863

     - Oração-pedido de ajuda e de perdão: imagens de coisas, de pessoas e de situações difíceis: um pobre, uma criança abandonada, um hospital, um faminto, uma casa destruída, uma pessoa assassinada... Certamente, não faltarão fotos! São inúmeros os motivos que surgem continuamente diante dos nossos olhos para pedirmos ajuda e perdão a Deus pelo que não conseguimos fazer, como indivíduos e como família humana.HPIM6864

     - Oração de acção de graças: imagens de coisas, pessoas e de situações  particularmente boas: uma árvore de fruto, uma caldeirada de peixe ou de cabrito, um casal de pais, uma avozinha feliz, um solar minhoto ou transmontano, um comboio ou um avião, uma loja de roupa, um médico a visitar um doente...

 

Como fazer a oração

     Colocamos os participantes em círculo e, feita a devida introdução, procedemos com esta técnica:

     1. Pede-se silêncio, explicando que ele é o meio indispensável para “recarregar” o nosso coração e o nosso cérebro.

     2. Calmamente, faz-se passar as fotos pelas mãos de todos. Cada qual toma a fotografia, observa-a e passa-a ao vizinho. Depois, outra e outra, até que todas tenham sido vistas e tenham regressado ao catequista.

     3. O catequista “direcciona” delicadamente a reflexão: “Debaixo dos nossos olhos tivemos fotografias de coisas belas que abrem o nosso coração e que gostaríamos de ver sempre.” (Naturalmente, esta introdução será diferente consoante o tipo de oração que se quiser fazer e o tipo de fotos que passaram de mão em mão.)

      4. Inicia-se outra volta de fotos, durante a qual cada um fica com a que gostar mais, passando as outras ao vizinho. No fim desta volta, cada participante deve ter na mão uma só foto. O catequista recolhe as restantes e guarda-as.
     Pergunta: “E se alguém quisesse escolher uma foto que outro já tem?” Resposta: “Escolherá outra, aquela que, das restantes, mais gostar”.

      5. Sempre num ambiente do máximo silêncio [música calma ambiente ajuda], quem quiser começar a falar, seguirá um esquema prefixo: “Na minha foto, vejo uma criança a mamar no seio da sua mãe. A criança parece muito feliz e a mãe contente. Louvo o Senhor pelas mamãs que nos dão o seu amor desde que somos pequeninos”. Todos compreenderão facilmente de que fotografia se trata porque todos também a viram, poucos minutos antes.
      “Na minha foto, vejo um menino a correr de bicicleta. Louvo o Senhor porque os meus pais me compraram uma bicicleta muito bonita e sinto-me feliz como o menino da fotografia.” E assim por diante.
     Se houver algum que não tenha coragem de intervir, o catequista ajuda-lo-á a superar a dificuldade da maneira que considerar mais oportuna.
     Nas primeiras vezes que se fizer este tipo de experiência convirá que seja o catequista a iniciar com a sua foto. Mas atenção: ao ajudar algum membro do grupo, o catequista e outros adultos eventualmente presentes farão a oração com aquele que tem dificuldade; e não deverão rebocá-lo, do género: “diz comigo...”

     6. Quando todos tiverem orado, canta-se alguma coisa adaptada à circunstância ou, se não for possível, far-se-á uma oração em conjunto. No nosso caso, bastaria recitar bem o Glória ao Pai.

     Este exercício, repetido várias vezes, levará as crianças a orar com as imagens que os seus olhos encontrarem na sua vida de todos os dias.

 

Sugestão aos catequistas orar

     Não seria mau que o grupo de catequistas também experimentasse este tipo de oração antes de o propor às crianças e aos adolescentes. Poderia substituir um daqueles encontros em que se fala, fala, fala...

     Será muito bom e proveitoso que os catequistas organizem para si um encontro de oração deste género com as fotografias das crianças e dos adolescentes da paróquia. Será uma experiência de que não esquecerão facilmente.

adaptado de Ó CATEQUISTA, MEU CATEQUISTA! de Tonino Lasconi

3 truques básicos para acordar as crianças

 

    Qual o catequista que nunca sentiu a sua audiência a dormir? Há pequenos truques para cativar a atenção, ou para acordar algum distraído, sempre com duplo efeito. Além de resgatarem a atenção daqueles que nos ouvem, ajudam também a (re)definir a direcção da conversa.
    Os truques não são mágicos. Mas apesar disso, aqui estão eles.

1. Chama-me pelo nome.

    É o que de mais pessoal temos na vida. O nome é identidade, e por alguma razão está presente no BI. Quando alguém é chamado pelo seu nome, a sua reacção é imediata. O cérebro dispara um “Quem? Eu?” e isso é o suficiente para agarrar por milisegundos a atenção de alguém. Genial, Sherlock. E agora?
    Agora vem a parte complicada: focar a atenção no tema apresentado. E aqui estão alguns exemplos.
    Despertar a atenção, em vez de reclamar através do nome. “Por exemplo, aqui o Rui sabe muito bem aquilo que eu estou a dizer, não sabes?”.
    É introduzi-los no contexto. “Reparem, eu sei que o Rui era incapaz de o fazer, mas... e outra criança que nunca tenha tido uns pais tão carinhosos?”.

2. Pergunta distraída.

    Muitas vezes utiliza-se a “pergunta ao mais distraído” como método de intimidação. O que não poderia estar mais errado, embora compreenda a tentação em usar este método.
  Quando falo em “pergunta distraída”, refiro-me a algo ligeiramente diferente. Trata-se de uma pergunta distraída para alguém distraído. Ou seja, a pergunta leva inocência e leveza para ajudar a outra pessoa a entrar na conversa.
    Como o fazer? Através do exercício da retórica. Repara.
    Pergunta retórica. “Bruno, sabes-me dizer porquê?”. Pausa breve. Silêncio do Bruno. “Exacto, Bruno. Nem sempre a resposta é óbvia, deixa-me tentar explicar-te, por favor”.
    Pergunta guia-retórica. “Ó Bruno, tens alguma ideia da importância disto?”. Breve pausa. Silêncio do Bruno. “Como seria um mundo sem regras?”. Confuso. “Achas que posso confiar nos apetites das pessoas para dizer o que é bom e o que é mau?”.

3. Silêncio falante.

O silêncio também pode falar. Aliás, o silêncio tem que falar. E precisa do seu lugar de destaque em todos os encontros de catequese. Para o Bruno, ainda há pouco, o silêncio foi a melhor resposta. Mas o silêncio, da parte do catequista, surge com outro propósito e manifesta-se de duas formas essenciais.
    Pelo contraste. Quando existe muito ruído de fundo, criado pelo próprio discurso do catequista, uma paragem para respirar é a melhor técnica disponível. Encher o ambiente com silêncio, na medida certa, traz uma nova dinâmica às palavras. Resultado: mais e melhores ouvintes.
    Pela expectativa. Pode terminar com uma palavra entoada, com uma pergunta esquisita, ou até terminar a meio de alguma frase fora de contexto. O silêncio expectante levanta a cabeça de pelo menos 80% dos distraídos. Usualmente acompanhado da expressão facial equivalente a “Uh? Ele disse o quê? Ouvi mal, de certeza...”.
Quanto aos outros 20%, em caso de persistência de sintomas, é favor usar as técnicas acima mencionadas.
    Os truques, apesar de básicos, são muitas vezes esquecidos. Por mais activo que o catequista seja, existe sempre alguém a precisar de ser acordado. Quer por desinteresse pessoal, quer por incapacidade natural de escutar por muito tempo. E o ‘catequista profissional’ não deixa as ferramentas de expressão por mãos alheias.

extraído de Procatequista

5 qualidades da gente de confiança

 

  1. Empatia. Tenho pena que as coisas tenham sucedido assim.
  2. Sinceridade. Estou a falar a sério.
  3. Confidencialidade. Fica entre nós.
  4. Abertura. O que é que tu pensas.
  5. Saber escutar. ... (ficar em silêncio)

extraído de Agenda Catequistas 07/08, Edições Salesianas

Conhecer e envolver os catequizandos

 

  Conhecer os catequizandos    

     Muitos catequistas só olham para o grupo que têm por diante. Não olham para cada catequizando. Não conhecem a personalidade de cada criança nem as vidas que levam.

     Antes de começar a catequese, é bom acolher cada um com um sorriso e fazer-lhe a pergunta: "O que é que te aconteceu de importante esta semana?" "De um a cinco, como foi a tua semana?". Estas perguntas dão aos catequistas uma perspectiva sobre a vida de cada catequizando e ajudam a fazer catequeses mais em sintonia com a vida real dos catequizandos.

 Envolver os catequizandos

     Os catequizandos devem ser participantes e não apenas consumidores passivos do caminho de fé.
      Para envolver as crianças e adolescentes, o catequista:

    • Não usará o guia de forma rígida;
    • Não se limitará a ler os comentários;
    • Não será o único a falar mas ajudará todos a exprimirem-se;
    • Ajudará a ler a Palavra de Deus na vida;
    • Falará menos da sua vida e mais da vida de Deus e da vida dos catequizandos;
    • Vai transformar a "aula de catequese" num grupo-comunidade.

extraído de Agenda Catequistas 07/08, Edições Salesianas

6 maneiras de ajudar as pessoas a sentirem-se em casa

 

  1. Usa o nome próprio de cada pessoa.
  2. Toca nas pessoas... apertos de mão, abraços. Isso mostra autenticidade.
  3. Sorri. Estás contente por as ver, certo?!
  4. Lembra-te da história de cada um. Comenta algo que te disseram da última vez que se encontraram.
  5. Fica presente. Não fiques à conversa com alguém quando estás com a atenção noutro lado. Olha as pessoas nos olhos.
  6. Vai ao encontro das pessoas. Não esperes que elas venham ao teu encontro.

extraído de Agenda Catequistas 07/08, Edições Salesianas

Para comunicar melhor

 

  • Humaniza a tua comunicação
    • As crianças têm dezenas de horas de aula por semana. Não é particularmente divertido ter mais uma "aula de catequese", Não tenhas medo de transformar a catequese num tempo diferente.
  • Personalizar
    • Não digas "havia um homem que conhecia um outro"; diz que "João era um grande amigo de Simão e que ambos eram pescadores no mar da Galileia".
  • Detalhar
    • Como um bom jornalista, quando falas, responde às cinco perguntas-chave: Quem? O quê? Onde? Quando? Porquê?
    • Mas sem ser pesado e sem perder de vista o objectivo da comunicação.
  • Dramatizar recorrendo ao diálogo
    • Só assim conseguirás envolver os catequizandos naquilo que estás a dizer.
  • Palavras-imagem
    • Um estilo abstracto não serve. Usa palavras capazes de sugerir imagens. As tuas frases devem estar cheias de objectos, de cores, de sensações, de movimentos.
  • Escuta activa
    • Se algum dos catequizandos quer intervir, encoraja-o mostrando o teu interesse.

extraído de Agenda Catequistas 07/08, Edições Salesianas