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O secretariado da catequese da paróquia de Pinheiro da Bemposta, inspirado pela sugestão da revista “A Mensagem” nº 399 e pela campanha da diocese de Lisboa “Quem nos traz Jesus?” construiu uma proposta adaptada às características dos catequizandos com o objectivo último de permitir uma vivência partilhada desta época com as famílias. A proposta centra-se em duas vertentes: “Acolher e anunciar o Deus que vem” com a realização na Igreja, na catequese e em família de um Centro de Natal cujo elemento fundamental é uma ânfora. É um convite para que tal como a ânfora se enche de água, assim os nossos corações se encham e transbordem do amor de Deus, ao longo do advento. A segunda vertente desta campanha de advento, direcionada à catequese da infância, é “Quem nos anuncia Jesus?” um guião distribuído semanalmente às crianças para que estas, conjuntamente com os seus familiares, possam reflectir sobre algumas personagens bíblicas que anunciaram Jesus, convidando-as a serem também anunciadoras de Jesus pelas suas acções e alegria quotidianas.
Na segunda feira passada fizemos o nosso magusto de S. Martinho. Jogamos, brincamos, cantamos, comemos castanhas e bolo porque o André fazia anos.
Vimos uma apresentação sobre S. Martinho que está disponibilizada aqui: Lenda de S. Martinho.
Estivemos a ver as fotos do nosso baptismo e dos nossos colegas e a partilhar as histórias que os nossos pais contaram e as razões porque pediram o baptismo para nós. Concluímos que a principal razão foi porque queriam que pertencessemos à Família de Deus, tal como eles. Depois reflectimos sobre a frase:
Nascer de novo? Como é possível? Que é que isso quererá dizer? Descobrimos que, na nossa vida, já aconteceram situações em que parecia que tudo era novo. A mudança para uma escola diferente, para uma casa nova, o nascimento de um irmão... Lemos um texto da Bíblia (Jo 3, 1-8) onde Jesus fala a Nicodemos que “quem não nascer do alto não pode ver o Reino de Deus”. Nicodemos não percebeu. Pensava que Jesus falava do nascimento físico. Mas Jesus falava de outro tipo de nascimento. Nicodemos foi à procura de Jesus. Não ficou instalado nas suas certezas de chefe dos judeus. Ele queria fazer o encontro com Jesus. Por isso Jesus o convidou a “nascer do alto”, isto é, a deixar-se conduzir pelo Espírito Santo. Nicodemos nasceu de novo, naquela noite, a partir do momento em que partiu ao encontro de Jesus. No dia do nosso baptismo também nascemos para uma vida nova. Nascemos da água e do Espírito. Porque “fomos” / “somos” baptizados, somos convidados a uma vida nova, a “nascer de novo” a cada dia deixando-nos levar pelo Espírito Santo. No baptismo, o homem velho é abandonado. É este nascer de novo que Jesus nos propõe: vivermos uma vida nova a cada dia na condição de baptizados. Viver como baptizados significa aceitar o encontro com Jesus e, por isso, “nascer” todos os dias.
O que fica comigo
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Porque somos baptizados, somos convidados, a cada dia, a nascer de novo, isto é, a fazer o encontro com Jesus e a deixar-se conduzir pelo Espírito Santo |
 Pergunta aos teus pais porque pediram o baptismo para ti e pede-lhes que te contem como foi a cerimónia. Os meus pais pediram o baptismo para mim para eu fazer parte da Igreja e da família de Deus como eles que também são baptizados. Fui baptizado no dia 20/12/1998. O meu baptismo começou do fundo da igreja, com os meus pais e padrinhos à espera que o padre nos viesse buscar. Quando o padre chegou, fomos todos com ele até perto do altar onde começou a cerimónia. Durante a missa, o padre desceu do altar até nós e com um óleo fez o sinal da cruz no meu peito. A seguir pôs-me água na cabeça e disse: “Pedro Filipe, eu te baptizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Depois a minha madrinha limpou-me a cabeça com uma toalha e fomos para o nosso lugar. O senhor padre, a seguir, veio-me cobrir com o meu casaco branco e no fim o meu pai foi acender a minha vela. Quando acabaram esses rituais, o senhor padre fez umas perguntas que os meus pais responderam por mim porque eu era pequenino. E foi assim a cerimónia do meu baptismo. Pedro Filipe Marques Barbosa | “Pedimos o baptismo para o nosso filho porque queriamos que fizesse parte da Família de Cristo, e entrasse na Comunidade dos Cristãos. Ser baptizado é ser de Cristo, é ser seu discípulo, é ser de Jesus, é ser filho de Deus, no Espírito Santo. É sermos irmãos, em Jesus Cristo, desde o Baptismo.” Fui baptizado no dia 26/07/1998. O meu padrinho foi Manuel Sá, a madrinha Susana Ferreira e o padre foi o Padre Manuel, na Igreja de Ul. Não fui baptizado no Pinheiro porque na altura o meu pai fazia parte da banda e no dia dos baptismos no Pinheiro, o meu pai não estava. Mas o Padre Manuel celebrava também as missas em Ul e não pôs problemas em celebrar nessa paróquia. Mas fiquei assente no Pinheiro. Foi um dia lindo, portei-me muito bem. Tinha 3 meses e o Padre disse: “A água que te dá a vida. Rodrigo, eu te baptizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Rodrigo de Oliveira Moura | Os meus pais pediram o baptismo para mim para receber a benção de Cristo e para pertencer à religião católica. Fui baptizado no dia 23/08/1998. Fábio Nunes | Inicialmente, pensamos em pequenos grupos em sugestões para melhorar o ambiente na catequese e no que gostaríamos de fazer ao longo do ano. Depois, traduzimos cada frase do Credo - Símbolo dos Apóstolos para palavras nossas. A profissão de fé dos apóstolos traduz aquilo em que eles acreditavam. E nós, acreditamos? Para saber isso, precisamos perceber aquilo que dizemos. Algumas frases não entendemos e tivemos alguma dificuldade. Ao longo do ano, queremos aprender mais para sabermos aquilo que estamos a dizer que acreditamos quando fizermos a nossa profissão de fé.
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Símbolo dos Apóstolos
Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos Céus,onde está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amen. |
O “nosso credo”
Acredito em Deus, Pai, que criou todas as coisas do mundo devemos acreditar em Jesus Cristo, Nosso Senhor,
Jesus nasceu da nossa Santíssima Virgem Maria, sofreu sob Pilatos, foi pregado na cruz, morto e enterrado, subiu aos céus e voltou ao terceiro dia, Jesus foi ter com o pai,
o reino dos céus, acredito no Espírito Santo e na Igreja Católica Os santos seguem os passos de Jesus; Jesus morreu para nos perdoar dos nossos pecados. Jesus morreu e ressuscitou e continua entre nós. Acreditamos e aceitamos |
Oferecemos este credo em oração ao Senhor porque é assim que o entendemos. No fim do ano, faremos novamente o “nosso credo” e veremos o que aprendemos e passamos a perceber melhor.
O que fica comigo
O credo é a expressão da nossa fé e compromisso como cristãos que afirmamos nas celebrações de domingo e nos baptismos. | Na carta que recebemos do Brasil, vinha a ideia da Mala Missionária. A Mala Missionária consiste numa mala ou pasta que contém uma história da Bíblia para ser lida em família e um caderno para as crianças e a sua família anotarem o que aprenderam e gostaram mais da história. As crianças são sorteadas na reunião da IM para levarem para casa e, quando devolvem a mala na reunião seguinte, ganham uma cópia da mesma história para colorir. Eu e a Isabel gostamos muito da ideia e decidimos implementar no nosso grupo da IM. Por isso, lançamos “mãos à obra”. Pedimos autorização às OMP que foi prontamente cedida, imprimimos duas histórias bíblicas que encontramos em ABC da Catequese (Samuel e Ester), juntamos um Biblincando que vem na Revista Catequistas e um livro do Pai Nosso numa mala e outro da Avé Maria noutra que nos foram oferecidos pelas OMP. Metemos tudo dentro de duas malas que já foram sorteadas e levadas para casa por dois elementos da IMPB. Para concretizarmos a ideia, contámos com a ajuda da Cristiane Rover, assessora da IAM no Brasil. Aqui ficam as fotos das nossas malas e o seu conteúdo: Deixamos aqui a ideia que também pode ser implementada na catequese, principalmente nos primeiros anos. Como os mais novos não sabem ler, seriam os pais a ler-lhes as histórias bíblicas. Aqui está o ficheiro com a capa da mala e do caderno missionário para quem quiser aproveitar a ideia. É só adaptar ao vosso grupo.
Deixa Deus entrar na tua própria casa, deixa-te tocar pela sua graça, Dentro em segredo, reza-lhe sem medo: “Senhor, Senhor, que queres que eu faça?”
Na missa de sábado, a Irmã Teresa falou sobre missão. Missão é ir... O missionário ad gentes é aquele que parte para os outros países e que vai anunciar a Boa Nova aos povos que não conhecem Jesus. Mas, além de anunciar o evangelho, o missionário também ajuda os mais necessitados dando de comer, prestando cuidados de saúde, de educação e defendendo os direitos daqueles que não têm voz. Essas pessoas que deixam a sua família e o seu lar para se dedicarem aos mais necessitados, a dada altura da sua vida perguntaram: “Senhor, que queres que eu faça?” e aceitaram o convite que Jesus fez aos discípulos e que continua a fazer a cada um de nós: “Vão por todo o mundo, proclamem o Evangelho a toda a criatura.”
A Irmã Alzira também esteve em missão em Angola e mostrou-nos algumas fotos da visita que fez recentemente aos locais e pessoas onde tinha estado em missão. Do que a Irmã Alzira contou, o que mais gostamos foi a Irmã Alzira ter libertado o povo angolano da prisão, do casal que deu o nome de Alzira à sua filha como gesto de agradecimento por a Irmã os ter ajudado e gostamos também da entrega de bolachas às crianças com fome. O que mais nos entristeceu e impressionou foi terem apenas uma bolacha para dar a cada criança angolana, foram as péssimas condições de vida e a guerra que causou tanto sofrimento a tantas pessoas e também ver tantas crianças a passar fome. Pensamos em conjunto no que podemos fazer, como podemos ser missionários na família, escola ou no grupo de amigos e chegamos a algumas conclusões: podemos rezar (por isso, alguns foram à Vigília Missionária); respeitarmo-nos uns aos outros, aos catequistas e aos professores; demonstrar carinho e amizade; podemos não estragar comida, tendo em conta tantas crianças a passar fome; podemos dar alimentos, roupas que já não servem ou não usamos e não devemos gozar com a sua raça.
O que fica comigo
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Muitas pessoas deixam o conforto do seu lar e da sua vida para responderem ao convite de Jesus de anunciarem o Evangelho e ajudarem os outros.
Mas todos nós somos também chamados a anunciar o Evangelho onde quer que vivamos, qualquer que seja a nossa profissão ou idade, cada um à sua maneira.
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